Portugal é um país em movimento, não só atrativo do ponto de vista geográfico, mas também cada vez mais internacional no seu panorama de saúde. Com o crescimento do turismo médico e uma população imigrante cada vez mais diversa, a capacidade de comunicar de forma clara e empática em inglês já não é apenas “um extra.” Está a tornar-se uma competência essencial para os profissionais de saúde que estão na linha da frente.
Uma Realidade em Transformação
Em 2023, Portugal ultrapassou o marco de um milhão de residentes estrangeiros, representando mais de 16% da população. Entre estes estão pacientes provenientes do Sul da Ásia, África e Europa de Leste, muitos dos quais falam pouco ou nenhum português e utilizam o inglês como língua ponte no acesso aos cuidados de saúde.
Ao mesmo tempo, Portugal está a ganhar destaque como destino de turismo de saúde, com pacientes internacionais a escolherem os nossos hospitais e clínicas para procedimentos que vão desde a medicina dentária até cirurgias complexas. Estes pacientes esperam um nível de comunicação e atendimento ao nível dos padrões internacionais, e a língua tem um papel fundamental nesse processo.
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O Que Acontece Quando Não Conseguimos Comunicar?
Quando um paciente não compreende o que lhe está a ser dito, ou pior, quando o profissional de saúde não consegue explicar claramente o que precisa, todos perdem.
A má comunicação pode levar a diagnósticos tardios, historiais clínicos incompletos e baixa adesão aos planos de tratamento.
Profissionais com pouca confiança no seu inglês podem recorrer ao Google Translate, a gestos ou até evitar o contacto, o que aumenta o risco clínico e a ansiedade do paciente.
E mesmo quando pensamos que estamos a falar a mesma língua, os falsos amigos, palavras parecidas em português e inglês, mas com significados diferentes, podem causar mal-entendidos sérios.
Por exemplo:
- Dizer “sensible” (sensato) quando se quer dizer “sensitive” (sensível)
- Usar “assist” (ajudar) em vez de “attend” (comparecer)
- Confundir “constipation” (prisão de ventre) com “constipação” (gripe ou constipação)
Estes erros podem parecer pequenos, mas num contexto clínico podem ter consequências graves. Um ótimo recurso que explora este tema é o artigo Medical English for Portuguese family doctors: Beware of false friends and other traps in translation, publicado na Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.
Um Alto Nível de Inglês - Mas Ainda Há Espaço para Melhorar
Portugal ocupa o 6.º lugar a nível mundial no Índice de Proficiência em Inglês da EF (EF EPI) de 2025, o que demonstra um forte domínio da língua inglesa, especialmente nos grandes centros urbanos e zonas turísticas.
Esta base linguística sólida tem sido fundamental para atrair investimento estrangeiro, talento internacional e pacientes globais. No entanto, a proficiência geral nem sempre se traduz em competência comunicativa clínica, que exige vocabulário técnico, clareza e sensibilidade cultural.
Investir na Comunicação = Investir na Qualidade dos Cuidados
Foi por isso que criámos o curso Effective Communication for Healthcare Professionals na Verbal Point, uma formação pensada especificamente para médicos, enfermeiros e profissionais de saúde que querem melhorar o seu inglês em contextos clínicos reais.
Em vez de nos focarmos apenas em gramática ou frases genéricas, trabalhamos:
- Como recolher histórias clínicas e explicar diagnósticos
- Como dar instruções e tranquilizar em situações de urgência
- Como comunicar eficazmente em equipas multiculturais e multidisciplinares
- Como interagir com pacientes e famílias com clareza e empatia
Em resumo: comunicação prática e centrada no doente, que os profissionais podem aplicar desde o primeiro dia.
Para Quem É Este Curso?
Se trabalha em:
- O SNS, atendendo diariamente pacientes de origens diversas
- Uma clínica ou hospital privado, que recebe doentes internacionais
- Um ambiente de trabalho onde a comunicação entre equipas ocorre frequentemente em inglês
...este curso é para si!!
A língua nunca deve ser uma barreira à segurança, à confiança ou aos cuidados de saúde.
À medida que Portugal continua a abrir-se ao mundo, é fundamental dotarmos os nossos profissionais de saúde com as competências certas para acompanhar essa evolução.
Vamos garantir, juntos, que todos se sintam seguros, compreendidos e respeitados, em qualquer língua.